terça-feira, 6 de abril de 2010

O blog do Google Brasil: Uma séria ameaça à web na Itália

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domingo, 21 de março de 2010

Vida Saudável - Dicas de como tratar lesões na coluna:o que se vê e não deve fazer numa emergência

 Vida Saudável Dicas de como tratar lesões na coluna:o que se vê e não deve fazer numa emergência





Deslocar uma pessoa que tenha a coluna fraturada pode causar-lhe a morte ou paralisia permanente.



Quando houver suspeita de que uma pessoa fratura da coluna ou do pescoço, só se deve deslocá-la se estiver em perigo de vida. Nesse caso, arraste-a para um local fora de perigo, agarrando-a pelos ombros da camisa e utilizando uma peça de roupa para apoio da cabeça.



O que se deve procurar:



Primeiro, procure indícios do que aconteceu. São maiores as possibilidades de a pessoa ter sofrido uma lesão na coluna se estiver caída junto de um lance de escadas, se tiver sido atropelada ou um objeto pesado lhe tiver caído sobre as costas.



A coluna também pode ter sido afetada se a pessoas saltou de grande altura ou escorregou e caiu sobre as nádegas ou de cabeça. Numa batida de automóveis, a vitima pode ter sofrido um deslocamento violento da cabeça para trás.



Sintomas de lesão de coluna:



-Perda de sensibilidade e de movimentos abaixo da área afetada- por vezes, uma sensação de se ter sido cortado ao meio.



-Dor no local da lesão.



-Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés( o que sugere uma lesão no pescoço).



-Incapacidade para mexer os dedos das mãos e dos pe, os pulsos ou os tornozelos, mas sem sinais de fratura de um braço ou perna.



-Insensibilidade á dor quando se belisca a pele.



-Dificuldades respiratórias.



Dicas de como agir para o tratamento de lesões na coluna:



Não mova a vitima nem mesmo para lhe pôr qualquer coisa debaixo da cabeça. Conforte-a e diga-lhe que fique quieta enquanto chama uma ambulância. Enquanto espera, coloque roupa ou cobertores enrolados ao longo da pessoa como apoio e cubra-a com um cobertor.



Se a vitima estiver inconsciente e com a face voltada para cima, retire-lhe da boca com os dedos tudo quanto possa dificultar-lhe a respiração e segure-lhe a maxilar inferior.Vigie cuidadosamente a respiração; se parar, administre-lhe com cuidado a respiração artificial.

terça-feira, 16 de março de 2010

O tratamento da artrose do joelho

O tratamento da artrose do joelho é inicialmente realizado de forma conservadora (sem necessidade de cirurgia). O objetivo é aliviar a dor.. O tratamento da artrose, responde a regras bastantes simples : fisioterapia e cinésioterapia para o reforço muscular e manutenção do eixo de movimentação, orientação dietéticas para a perda de peso e utilização de analgésicos. A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando à articulação um certo grau de movimento. Também causam o mesmo efeito a aplicação de calor local ou banhos quentes. O reforço muscular é parte fundamental do tratamento bem feito.




O uso de anti inflamatórios deverá obedecer às crises de inflamação e, quanto aos anti artrósicos de ação lenta, estes se justificam, e fazem parte da ação condroprotetora e de redução de medicamentos anti álgicos e anti inflamatórios não hormonais.



Proteger as articulações do uso excessivo é um dos objetivos. Isso pode ser feito através do uso de bengalas, ou através de modificação de hábitos como jardinagem,.



A indicação de tratamentos locais e cirúrgicos, está diretamente ligado à evolução da doença, devendo o especialista, estar sempre vigilante quanto à patologia e a hora correta da indicação da cirurgia. Logo que o tratamento clinico deixar de ser eficaz, a cirurgia pode ser necessária Em artroses leves(pouco avançadas) a artroscopia pode aliviar os sintomas devido ao fato de "lavar a articulação" e regularizar pequenas lesões condrais (cartilagem) e meniscais. Esse tratamento objetiva o alívio da dor através da retirada dos restos da cartilagem, fonte de inflamação, propiciando frequentemente um bom alívio, ainda que temporário (alguns meses ou anos) da dor.



As duas mais frequentes possibilidades terapêuticas cirúrgicas são osteotomia e a artroplastia total ou parcial do joelho (prótese do joelho). A osteotomia do joelho corrige o eixo do membro inferior de forma a equilibrar o peso do paciente sobre o compartimento oposto cuja cartilagem é sã. A prótese total do joelho substitui, em contrapartida, a cartilagem destruída.



Infelizmente o transplante de cartilagem não é indicado nesses casos. Esse é melhor indicado os casos em que há uma perda condral (cartilagem) localizada e traumática.

Artrose é o mesmo que artrite?



"A artrite é uma doença inflamatória que pode afetar várias articulações ao mesmo tempo, por isso denomina-se poliartrite. Não está vinculada com a idade, pois pode aparecer na juventude", explica a especialista.



Existem distintos tipos de artrite, uma delas é a artrite reumatóide. Esta enfermidade compromete o estado geral da pessoa, produzindo abatimento, cansaço e perda de peso. Ademais produz inflamação, tumefação e avermelhamento da articulação. A dor é contínua em repouso e a pessoa levanta-se com muita dor e rigidez.



A artrose, ao contrário, apresenta uma dor mecânica que sente-se depois de utilizar a articulação. Geralmente é uma dor vespertina e alivia-se com o repouso. A pessoa pode levantar-se dolorida e sentir um pouco de rigidez, o que dificulta-lhe o início do movimento. Porém, em alguns minutos a rigidez desaparece e a pessoa pode movimentar-se normalmente.



A artrose diferencia-se da artrite reumatóide pelo comprometimento do estado geral. E também existem pessoas assíntomas, mas o médico pode detectar a artrose em uma radiografia. Isto mostra, entre outras coisas, que o espaço ocupado pela cartilagem é menor que o habitual porque esta está deteriorada. Dado que a cartilagem cumpre a função de amortecer a pressão e o atrito entre os ossos, ao deteriorar-se, os ossos se tocam e se desgastam.



"A medida que o osso se destrói, produz-se um processo reparador que consiste em formar um novo osso, porém com características diferentes do osso normal. É o que se conhece comumente nas vértebras como bico de papagaio, e que tecnicamente denominam-se osteofitos", explica Dubinsky.

Articulações atingidas pela artrose:



Todas as articulações podem ser envolvidas pela artrose. Contudo, vamos falar sobre a do joelho, dos pés, do quadril e das mãos.

* artose do joelho(Gonartrose):



A artrose do joelho pode surgir em consequência de trauma, infecção, meniscectomia, lesão ligamentar ou qualquer outra agressão articular, mas também pode surgir sem causa aparente.A gonartrose atinge mais o sexo feminino que o masculino. Isto se deve às diferenças anatômicas entre os dois sexos: maior diâmetro transversal da bacia feminina (vantagem obstétrica) que implica um maior ângulo em valgo do joelho.



A estrutura mecânica do ortostatismo e da marcha humana assenta na posição vertical das tíbias. Na marcha, quando apenas um pé apóia no solo e o outro avança (fase de apoio), o peso do corpo ficaria medialmente ao eixo da tíbia apoiada, se não existissem importantes mecanismos de recentragem da carga. Um desses mecanismos é dinâmico e é obtido pela ação do músculo tensor da fáscia lata; o outro é estático ou anatômico e deriva da inclinação para dentro das diáfises femurais que assim colocam os joelhos e tíbias o mais próximo possível do eixo das cargas geradas pelo peso do corpo (as tíbias são verticais).



Durante a marcha, o stress na cartilagem articular é muito maior do que o considerado unicamente pelo peso do corpo. A deformidade varizante pode facilmente sobrecarregar o compartimento medial, levando à ruptura da cartilagem.



A gonartrose começa exatamente nas áreas de menor contacto entre as duas superfícies articulares, que são os locais onde a nutrição da cartilagem hialina é menor, pois depende do embebimento/esvaziamento (efeito de esponja). A tendência degenerativa que conduz à artrose do compartimento externo da tróclea fémuro-rotuliana será tanto maior quanto maior for o ângulo em varo do joelho, porque menor a nutrição das suas cartilagens.A gonartrose é caracterizada pela presença de: dor, espasmos musculares, rigidez, limitação do movimento, desgaste e fraqueza muscular, tumefação articular, deformidades, crepitação e perda de função. Durante a inflamação ocorre calor, rubor, tumefação e dor.



A dor de um doente com artrose tem um ritmo, ou seja, tem um modo de ser ao longo do dia. É uma dor mecânica, pelo facto de se agravarem ao longo do dia (devido a esforços) melhorando quando o doente repousa. A rigidez surge, sobretudo, ao iniciar os movimentos sendo esta de curta duração. A limitação do movimento pode surgir precocemente, ao contrário das deformações que, em regra são tardias.



Os músculos quadricípetes e isquiotibiais, sofrem hipotrofia podendo estar relacionada com o desuso, devido ao quadro álgico, que provoca a limitação do movimento e da função.

Mão de uma pessoa com Artrose







Introdução



A osteoartrite, também conhecida como artrose, é uma doença degenerativa que afeta a cartilagem epifisial causando deterioração da mesma.



Conhecendo a Artrose



Esta doença degenerativa das articulações, comumente conhecida como artrite degenerativa ou “artrite do desgaste”, é uma enfermidade reumática que afeta um grande número de pessoas após os cinqüenta anos de idade.



A artrose pode afetar qualquer articulação, contudo, existem algumas áreas que são comumente mais afetadas por este tipo de reumatismo, como, por exemplo, as articulações da coluna, mãos, joelho, pés, quadris e pescoço.



Uma de suas principais causas é desgaste articular gerado a partir da utilização excessiva e sobrecarga nas articulações. É possível que a obesidade seja um fator considerável no desenvolvimento da osteoartrite.



Sintomas



Seus sintomas vão surgindo de forma gradual, e, no começo, podem acometer uma ou mais articulações. A dor é o primeiro sintoma. Em alguns casos surge rigidez articular ao acordar, contudo, esta, costuma desaparecer cerca de meia hora após movimento articular.



Classificação



Quanto a sua classificação, a artrose pode ser primária ou secundária. É primária quando seus fatores desencadeantes são desconhecidos. É secundária quando é originada a partir de uma outra doença, infecção, deformidade, lesão ou uso excessivo da articulação.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

OSTEOARTRITE - Principais sinais e sintomas







OSTEOARTRITE



Principais sinais e sintomas



Sinais Pontos dolorosos nas margens da articulação

Sensibilidade exagerada na articulação

Inchaço articular

Crepitações (atritos)

Derrame intra-articular

Movimentos restritos e dolorosos

Atrofia muscular periarticular

Enrijecimento da articulação

Instabilidade articular

Sintomas Dor relacionada a exercício físico

Dor ao repouso

Dor noturna

Rigidez após inatividade (tempo parado)

Perda de movimento

Sensação de insegurança ou de instabilidade

Limitação funcional

Incapacidade



A dor é, sem dúvida, o sintoma mais importante e comum da osteoartrite. Sua intensidade varia muito, podendo ser bem leve ou muito intensa, com variações semanais ou até diárias. Pode ser pior no final do dia ou no final de semana. Em geral, a sensação de dor piora com o uso da articulação afetada, e assim permanece por horas após a interrupção da atividade física. Enquanto a maioria sinta dores relacionadas ao exercício físico, alguns pacientes descrevem dor ao deitar-se e outros, dor noturna. Alguns relatam sensações de “pontadas” durante certos movimentos ou com a sustentação de peso.



A sensação de rigidez articular é referida pela maior parte dos indivíduos com doença, podendo ser difícil iniciar os movimentos, dando a impressão de que a articulação acometida está “presa”. Essa sensação, porém, vai gradativamente desaparecendo com a movimentação. A rigidez ocorre após um período sem movimentação e, geralmente, não dura mais que 30 minutos.



A restrição de movimentos pode ser descoberta na evolução da doença, sendo, com frequência, acompanhada de dor, que tende a ser pior no final da amplitude do movimento realizado.



Muitos pacientes com osteoartrite queixam-se também de sensação de insegurança ou de instabilidade nas articulações comprometidas. Alguns dizem ter a impressão de que a articulação “falha” no seu desempenho.



Dependendo da gravidade da doença, pode haver diferentes graus de atrofia muscular (diminuição do tamanho dos músculos) na região próxima à articulação afetada.



Durante a execução de movimentos, podem ser percebidas crepitações (estalos), devido ao atrito das superfícies articulares que encontram-se irregulares, interferindo com os movimentos normalmente suaves.



O inchaço, muitas vezes sensível ao toque, é outro sinal frequente de osteoartrite. Pode variar em volume e manter-se por períodos variados de tempo.



Nos casos mais avançados, pode haver grande destruição das estruturas articulares, com importantes deformidades e consequente perda de função, impondo ao paciente dificuldades na sua rotina como, por exemplo, perda de habilidade para vestir-se sozinho, limitações para subir ou descer escadas ou até para caminhar pequenas distâncias.

Perguntas e respostas sobre osteoartrite


Perguntas e respostas sobre osteoartrite


O que é artrite?

Artrite é uma inflamação da articulação, que provoca dor, limitação de movimento e até deformidades, podendo afetar adultos, em qualquer idade, e crianças.



O que é artrose?

Artrose é uma doença degenerativa da articulação, sendo a forma mais comum das doenças músculo-esqueléticas. Afeta preferencialmente as pessoas a partir da meia idade e envolve mais frequentemente as seguintes articulações: coluna cervical, lombar, joelhos, quadris e os dedos das mãos. Quase 70% das pessoas acima dos 70 anos têm evidências radiológicas desta doença e grande parte não apresenta nenhum sintoma.



Qual a definição de osteoartrite?

Osteoartrite é a forma mais comum de artrite e a principal causa de incapacidade nos Estados Unidos. É uma doença das articulações, degenerativa e progressiva, na qual a cartilagem que reveste as extremidades ósseas se deteriora, causando diferentes graus de dor, inflamação e incapacidade.



Como se define artrite reumatoide?

É uma doença crônica, de causa desconhecida, que provoca inflamação nas articulações (dor, rigidez, inchaço e perda da função), com tendência a ser persistente, determinando deformidades e invalidez. Predomina em mulheres adultas, mas ambos os sexos são acometidos, mesmo as crianças. Às vezes atinge outros órgãos, por exemplo, olhos, coração, pulmão e sistema nervoso.



O que é reumatismo?

O reumatismo não é uma doença, mas um grupo de doenças que em algum momento provoca dor ou incapacidade funcional nas articulações, músculos, tendões ou ossos. Pode também causar inflamações nos tecidos conjuntivos de outras partes do corpo (rim, pulmão, pele, etc).



Qual a causa dessas doenças?

Não existe uma causa única para as doenças reumáticas. São aproximadamente 200 doenças com causas diferentes. Por exemplo, a artrite infecciosa é provocada por bactérias ou fungos; a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso e outras doenças do tecido conjuntivo têm causas imunogeneticas; a gota tem causa metabólica (excesso de ácido úrico); as tendinites e bursites são provocadas por traumatismo ou movimentos de repetição. Enfim, múltiplas causas para doenças muito diferentes.



Existe alguma forma de preveni-las?

Algumas podem ser prevenidas, como, por exemplo, uma artrose provocada por uma deformidade congênita, a qual pode ser evitada caso essa deformidade seja corrigida precocemente. Uma outra doença prevenível é a osteoporose, quando as mulheres jovens são devidamente orientadas. A gota também pode ser prevenida, tratando-se o excesso de ácido úrico no sangue, antes que ele forme cristais e se deposite na articulação, provocando inflamação, dor e incapacidade. Manter o peso ideal com exercícios e dietas é uma boa maneira de prevenir doenças.



Por que são chamadas de doenças incapacitantes?

Porque um processo inflamatório que leve à dor e posteriormente a alguma deformidade pode tornar o paciente incapaz de realizar movimentos. A própria dor e a inflamação impedem os pacientes de se movimentarem.



Existe alguma parcela da população na qual essas doenças são mais frequentes? Por quê?

Determinadas doenças atingem, por exemplo, mais as crianças, como a febre reumática. Isto porque essa doença é consequência de uma infecção de garganta que atinge mais as crianças. As artrites infecciosas atingem mais as crianças e os idosos, pela deficiência imunológica. A artrite reumatoide e o lúpus eritematoso sistêmico atingem preferencialmente as mulheres pela participação hormonal nestas doenças. A artrose atinge geralmente pessoas de mais idade. Curiosamente, essas doenças são normalmente mais frequentes e mais graves em indivíduos de classe socioeconômicas menos favorecidas.



Qual a incidência de osteoartrite na população mundial? E no Brasil?

Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 20 milhões de americanos têm osteoartrite. No Brasil, mais de 15 milhões de pessoas sofrem de osteoartrite. Nos Estados Unidos, 2 milhões de americanos sofrem de artrite reumatoide, sendo 60 % mulheres. No Brasil são 1 milhão e 500 mil.



Como é o tratamento-padrão dessas doenças?

Como são doenças com causas diferentes, o tratamento é diferenciado e complexo para cada uma delas, no entanto nas doenças onde existe inflamação o uso de medicamentos antiinflamatórios torna-se imperativo.

O que é a artrite reumatóide?





O que é a artrite reumatóide?



É uma doença reumática inflamatória crónica de etiologia desconhecida.



Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.



Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho.



Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em geral.



Quais são os factores de risco?



Género - as mulheres são frequentemente mais afectadas (quatro mulheres para um homem);

Idade - é, sobretudo, uma doença dos adultos jovens e das mulheres pós-menopáusicas;

Historial de doença e vacinação - esporadicamente, surgem casos de artrite depois de infecções por parvovírus e vírus da rubéola ou vacinações para a rubéola, tétano, hepatite B e influenza.

Quais são as formas de prevenção?



Entre os factores de protecção sugeridos destacam-se a gravidez, o uso de contraceptivos orais e a ingestão moderada de álcool.



O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que esta doença, diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada correctamente, tem grandes probabilidades de não evoluir para a incapacidade funcional para o trabalho, diminuir a comorbilidade e não reduzir a esperança média de vida.



Não podemos evitar o surgimento da doença. A prevenção destina-se, fundamentalmente, a diminuir a gravidade da doença, de forma a reduzir a incapacidade funcional e a melhorar a qualidade de vida.



Como se diagnostica?



O diagnóstico precoce é feito com base na verificação de:



Tumefacção de três ou mais articulações;

Envolvimento das articulações metacarpofalângicas e/ou metatarsofalângicas;

Rigidez matinal superior a trinta minutos;

Simetria do envolvimento articular.

Não basta fazer exames laboratoriais e radiografias para estabelecer o diagnóstico. É necessário realizar outros exames, como a cintigrafia, a ultrassonografia e a ressonância magnética nuclear, pois são estes que revelam sinovite (inflamação da membrana sinovial) ao termo de apenas algumas semanas.



Como se trata?



Nos últimos 15 anos, o tratamento da artrite reumatóide evoluiu significativamente, em consequência da avaliação da actividade inflamatória, do conhecimento dos factores de pior prognóstico, do uso precoce de fármacos anti-reumáticos de acção lenta, do aparecimento de terapêutica combinada e, mais recentemente, da terapêutica biológica.

Osteoartrite - O que é osteoartrite?


O que é osteoartrite?


A osteoartrite, antes conhecida como osteoartrose ou simplesmente artrose, corresponde a um grupo de problemas que resulta em alterações anatômicas, com consequentes repercussões nas juntas (articulações), principalmente em:





joelhos;



quadris;



mãos;



coluna vertebral.

Algumas vezes, apenas uma única articulação (junta) é comprometida, mas em outras situações, poucas ou muitas delas podem ser afetadas ao mesmo tempo e com intensidades diferentes.



Além de provocar dores, sensações de rigidez e edema (inchaço), a osteoartrite pode ocasionar limitações funcionais, tais como:





perda de movimentos;

deformidades;

incapacidade total do membro, de acordo com a articulação atingida.

É uma doença muito frequente, tanto que, segundo a experiência médica, a maioria das pessoas acima de 65 anos e cerca de 80% daquelas que já passaram dos 75 anos acabam sofrendo dessa enfermidade.



Pode surgir sem uma causa aparente, sendo então considerada primária ou idiopática (sem causa conhecida) ou ter um fator identificado que favoreça seu aparecimento (fator predisponente); é a chamada osteoartrite secundária.



Diversas condições têm sido relacionadas como agentes causais de osteoartrite secundária, particularmente as doenças metabólicas, distúrbios anatômicos, traumas, artrites e infecções.

Quem pode ter osteoartrite?

Homens e mulheres que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento da osteoartrite são os mais expostos a essa doença. Tais fatores podem atuar por meio de dois mecanismos básicos, como mostra o quadro 1:





Quadro 1





OSTEOARTRITE





Principais fatores de risco individuais





Suscetibilidade

(maior predisposição à doença) Hereditariedade

Obesidade

Disfunções hormonais

Hipermobilidade

Artropatias (doenças das juntas)

Outras doenças



Fatores mecânicos Trauma

Uso repetitivo tanto no trabalho como no lazer e no esporte

Desarranjos estruturais da própria articulação





Hereditariedade



A herança genética é um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que são afetadas várias articulações. Ou seja, as pessoas que têm parentes com osteoartrite generalizada apresentam maior risco de desenvolver a doença.



Obesidade



O excesso de peso corporal pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos em ambos os sexos. Entretanto, sua relação com a osteoartrite de quadril ainda é discutível. De qualquer maneira, a sobrecarga de peso acentua a dor nas articulações dos membros inferiores e da coluna lombar.



Disfunções hormonais



A predominância de osteoartrite poliarticular no sexo feminino sugere que este tipo de problema articular na mulher pode ser favorecido por alterações dos hormônios. Aliás, essa doença parece ocorrer com maior frequência após a menopausa.



Hipermobilidade



Indivíduos com excesso de amplitude de movimentos, devido a muita flexibilidade nas articulações, apresentam risco maior de desenvolver osteoartrite.



Doenças das juntas (artropatias) e outras doenças



As enfermidades que causam inflamação das articulações (artropatias) podem ocasionar osteoartrite secundária. Têm sido documentadas algumas associações entre osteoartrite e diabete melito. Além disso, as doenças que alteram a estrutura da articulação estão fortemente relacionadas ao aparecimento e à progressão de osteoartrite.



Trauma



O trauma de forte intensidade é uma causa comum de osteoartrite de joelho, principalmente quando afeta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco é retirado (meniscectomia), há risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia. Em alguns casos, a doença pode se instalar em indivíduos mais jovens.



No trauma em que ocorre fratura ou luxação, pode haver alteração da função mecânica da articulação, o que pode predispor ao aparecimento de osteoartrite. São comuns os casos de fratura com subsequente osteoartrite no ombro, punho, quadril ou tornozelo.



Uso repetitivo



Determinadas tarefas no trabalho podem agravar a dor nas articulações comprometidas. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhada, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos.



Algumas práticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, além de poder agravar o quadro clínico dos portadores de osteoartrite.

Como deve ser o tratamento da osteoartrite?

Há muitos tratamentos disponíveis para aliviar os sintomas dessa enfermidade, bem como para melhorar e preservar a função articular e a qualidade de vida.



Tais tratamentos envolvem desde a simples orientação educacional para os pacientes até o uso de medicações, fisioterapia e cirurgia, em casos extremos.



É importante que o indivíduo com osteoartrite mantenha boa saúde geral, elimine os fatores de risco, como o excesso de peso corporal, preserve uma boa força muscular e, acima de tudo, reconheça a sua própria responsabilidade no controle do tratamento.



Exercícios, fisioterapia e hidroterapia



Exercer alguma atividade física diária (compatível com sua respectiva idade e condicionamento físico) é extremamente importante. Tal conduta melhora o sistema cardiovascular, a sensação de bem-estar e a função mental, além de reduzir a ansiedade, a depressão ou outra forma de estresse psicológico que possa estar presente.



Os exercícios devem ser moderados e de baixo impacto. Obviamente, as atividades físicas devem respeitar a gravidade do envolvimento articular, além da saúde geral da pessoa com osteoartrite.



Fisioterapia e hidroterapia também são úteis para a prevenção e o tratamento da osteoartrite.



Calçados, acessórios e terapia ocupacional



Calçados apropriados são particularmente importantes. Palmilhas, calcanheiras e outros recursos para o realinhamento, absorção de impacto e conforto podem ser utilizados dentro dos calçados para facilitar o ato de caminhar. Diversos acessórios (órteses), como as bengalas, podem contribuir para melhorar a segurança e a estabilidade, além de reduzir a dor ao caminhar. Alguns pacientes com quadros mais graves podem se beneficiar com esses acessórios.



Diversos recursos disponíveis no lar e no trabalho podem ser de grande ajuda, fazendo com que a terapia ocupacional também ganhe destaque no tratamento da osteoartrite. O ensino de técnicas para a execução de tarefas do dia-a-dia é útil para que o paciente possa conviver melhor com sua rotina diária.

Espondilolistese. O que é Espondilolistese?


Espondilolistese




O que é Espondilolistese?

Sintomas

Causas

Diagnóstico e exame

Tratamento



O que é Espondilolistese

É um deslizamento de um corpo vertebral no sentido anterior, posterior ou lateral em relação à vértebra de baixo. Este escorregamento para frente de uma vértebra em relação a outra subjacente, ocasiona dor ou sintomatologia de irritação de raiz nervosa.









Classificação

A mais aceita é a classificação de Wiltse e Bradford que tem como diferencial a etiologia do escorregamento vertebral. As listeses são divididas em 5 grupos da seguinte forma - Displásica – Anomalia da porção superior do sacro ou do arco de L5, Ístmica – Lesão do istmo vertebral por fratura de fadiga, Degenerativa – Secundária a processo degenerativo do disco ou articulação intervertebral posterior, Traumática – Fratura aguda do arco posterior da vértebra, Patológica – Enfermidade óssea que acomete o arco posterior (tumor ósseo, etc).





Estes deslizamentos vertebrais foram classificados por Meyerding conforme sua intensidade. Grau I de zero a 25%, Grau II de 25% a 50%, Grau III de 50% a 75% e Grau IV de 75% a 100%. O Grau V seria a pitose vertebral.





Sintomas

Dor Lombar

Dor irradiada (dor Ciática)

Dor nas pernas ao caminhar

Formigamento

Encurtamento dos músculos posteriores das pernas

Perda de força e coordenação dos movimentos

Incapacidade de andar



Causas da Espondilolistese

A espondilolistese degenerativa ocorre em adultos e idosos, pois é provocada pelo desgaste das articulações facetárias, como parte do quadro de degeneração da coluna.



A espondilolistese ístmica ocorre por um defeito das articulações facetárias, que pode ser de natureza congênita ou devido a lesões ocorridas na infância. Como pode ser por uma má-formação congênita, a espondilolistese ístmica é comum na infância e adolescência.





Diagnóstico e exame

Raio-x

Ressonância Magnética



Tratamento

RMA da Coluna Vertebral

Etapas do tratamento



Conservadores



Medicações (Antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos, etc)

Fisioterapias

Acupuntura

Reabilitação Muscular